O Prego D'Pescador procura recriar o ambiente das mais antigas cervejarias de Lisboa, seguindo a tradição de muitos espaços espalhados pela cidade. Localiza-se no Parque das Nações, mais propriamente na Rua da Pimenta.
O espaço é amplo, com bastante luz natural e uma decoração moderna e contemporânea, que o tornam elegante e confortável. O restaurante dispõe ainda de uma agradável esplanada, ideal para os dias mais solarengos.
Com uma carta distinta e variada, no Prego D'Pescador espere encontrar tenros bifes confeccionados com os mais variados molhos e renda-se a frutos do mar incomparáveis com frescos mariscos, na companhia da melhor cerveja. Para aguçar o apetite deixamos-lhe algumas sugestões, como os cascos de sapateira recheados, prego de Atum no Bolo do caco, a canjinha d'garoupa, o prego D'Pescador, a açorda d'lagosta e gambas, a posta d'vitela na grelha, o arroz de lagosta com gambas, o gratinado de camarão, a mariscada rica do mar, o bife à 3 pimentas ou à Portuguesa ou até o churrasquinho.
Deixe-se seduzir por uma boa mesa e convoque a família para um agradável almoço ou desafie os seus amigos para um jantar.
Historicamente, a cerveja já era conhecida pelos antigos sumérios, egípcios, mesopotâmios e ibéricos, remontando, pelo menos, a 6000 a.C. A agricultura surgiu na Mesopotâmia em um período entre a revolução do Neolítico e a Idade dos Metais.
A mais antiga lei que regulamenta a produção e a venda de cerveja é a Estela de Hamurabi, que data de 1760 a.C. Nela, se condena
à morte quem não respeita os critérios de produção de cerveja indicados.
Incluía várias leis de comercialização, fabricação e consumo da cerveja, relacionando direitos e deveres dos clientes das tabernas. O Código de Hamurabi também estabelecia uma ração diária de cerveja para o povo da Babilônia: 2 litros para os trabalhadores, 3 para os funcionários públicos e 5 para os administradores e o sumo sacerdote. O código também impunha punições severas para os taberneiros que tentassem enganar os seus clientes.
Na Idade Média, vários mosteiros fabricavam cerveja, empregando diversas ervas para aromatizá-la, como mírica, rosmarinho, louro, sálvia, gengibre e o lúpulo, este utilizado até hoje e introduzido no processo de fabricação da cerveja entre os anos 700 e 800. O uso de lúpulo para dar o gosto amargo da cerveja e para preservá-la é atribuída aos monges do Mosteiro de San Gallo, na Suíça. Houve um tempo em que o papel da levedura na fermentação era desconhecido.
Na época dos Vikings, cada família tinha sua própria vara de cerveja que eles usavam para agitar a bebida durante a produção. Estas varas de cerveja eram consideradas herança de família, porque era o uso da vara que garantia que a cerveja daria certo. Hoje em dia, sabe-se que estas varas continham uma cultura de levedura. A Lei da Pureza Alemã de cerveja de 1516 - a Reinheitsgebot - definia os únicos materiais permitidos para fabricação de cerveja como sendo malte, lúpulo e água. Com a descoberta do fermento e de sua função no final da década de 1860 por Louis Pasteur, a lei teve que ser alterada.
A história da cerveja em Portugal é já bastante longa. Muitas tribos que por aqui passaram produziam bebidas que, poderemos considerar, seriam parentes afastadas das cervejas. Estudos arqueológicos recentes demonstram que os Lusitanos, povos pré-romanos que habitaram a Península Ibérica, viviam essencialmente de uma agricultura rudimentar, do pastoreio e da recolha de produtos que a natureza oferecia.
Como relatou Estrabão, alimentavam-se de carne de cabra e faziam pão de lande (fruto do sobreiro) e não de cereais; usavam manteiga em vez de azeite, bebiam água e uma espécie de cerveja de cevada, pois o vinho era apenas usado em festins. Após a derrota dos Lusitanos e de outras tribos que habitavam a Península Ibérica pelos conquistadores Romanos, a história da cerveja passa por um período de obscurantismo pois, como já fizemos referência na história da cerveja na Antiguidade, os romanos davam preferência ao vinho.
Só com a queda do Império Romano do Ocidente e a chegada dos povos bárbaros, como Suevos, Alanos e Visigodos, se voltou a consumir cerveja, ou algo com ela parecida, em quantidades significativas.
o marisco começou a ser procurado pelo Homem na era do Paleolítico Superior. Prova disso são as conchas de bivalves deixadas em grandes quantidades nos seus refúgios e os amuletos e jóias elaborados a partir das suas cascas.
No entanto, os frutos do mar não foram apreciados pelas primeiras civilizações. Os egípcios classificaram-nos de perigosos e impuros. Os hebreus rejeitavam, com base na religião, o consumo de seres do mar “que não possuem escamas nem barbatanas, que se alimentam de dejectos e apodrecem fora de água”.
Já os gregos cantavam em verso as vantagens dos bivalves. Os filósofos regalavam-se com o sabor das ostras, ouriços do mar, caranguejos e mexilhões, inventando, a partir daqui, o conceito de “ostracismo”: o nome da pessoa a banir era inscrito nas “ostrakon” (cascas de ostra), que depois se apresentavam a voto.
Os romanos, mais amantes da boa mesa, consumiam grandes quantidades de peixe e de marisco. Criaram sofisticadas técnicas de conservação, os primeiros viveiros e lançaram os rudimentos da piscicultura e da conchilicultura.
Durante a Idade Média, a fome que grassava pela Europa não permitia estes luxos alimentares. Mas o marisco não terá sido completamente esquecido, contrastando as mesas faustosas de alguma nobreza com a alimentação miserável do povo.
Em Portugal, a primeira menção ao marisco foi recolhida pelo historiador Oliveira Marques e reporta a 1473: “Estava D. Afonso V a residir em Santarém e quase todos os dias se compravam peixes para a mesa real que as peixeiras traziam às dúzias, ao cento e até à unidade. As qualidades de peixe são poucas, apenas linguados, azevias e salmonetes, alternando com um único marisco, ostra”.
Em 1552, um relatório faz referência a “cem mulheres que vendem marisco e são muito ricas”, na “grandeza e abastança de Lisboa”.
Além disso, sabe-se que o Infante D. Henrique, além de navegador, recebia a dízima dos navios portugueses e castelhanos que pescassem, nas águas do Algarve, pescada e ostra.
Referências à lagosta são encontradas na obra de Frei Luís de Sousa sobre a vida do Frei Bartolomeu dos Mártires. Conta-se que este santo recusou comer a lagosta que lhe era oferecida no refeitório do Convento de São Domingos de Benfica, por ser véspera de São João e dia de jejum. Depois de morto, Bartolomeu continuou a dar provas da sua grandeza. Na festa da trasladação, que juntou 30 mil pessoas, deu-se o milagre da abundância nas redes dos pescadores. A maior parte do peixe, conta Frei Luís de Sousa, eram pescadas ruivas e lagostas, que se vendia quase de graça à população de Braga e Viana.
A sabedoria popular recomenda que se coma marisco nos meses sem “r”, isto é, no Inverno. Já no século XVII, o mestre de cozinha da Casa Real de D. Pedro II, Domingos Rodrigues, afirmava: “qualquer marisco fora do seu tempo é menos saboroso, e mais danoso. Esta é a razão porque as santolas, sapateiras e amêijoas são melhores no Inverno. As lagostas, camarões, ostras e berbigão no Verão e os mexilhões e caranguejos no Outono, porém devem ser colhidos desde a lua cheia até à lua nova”.
Desde 1249 já nas chamadas “Pescarias Reais” o Atum era um dos principais pescados!

Do hispano-árabe «lugar onde se golpeia», as almadravas eram armações móveis destinadas à pesca do atum.